Saúde quântica

22/10/2009

Bem, depois de ver tantas coisas sendo ditas por aí por tantas pessoas sobre física quântica, eis que surge mais uma. A saúde quântica. Mas eis a pergunta, o que isto tem realmente a ver com física? Nada, senhores. Esses tópicos são a tentativa de místicos para propagandear seus ideias místicos com uma suposta roupagem científica, para poder enganar pessoas desavisadas. Ou seja, uma atitude de verdadeira má-fé.  Um dos sites, fala sobre terapia quântica de regressão, aqui. Bem mais o que a física quântica diz sobre isso? :?: Nada.

Mas para que possamos explicar de uma forma melhor, vamos introduzir um pouco do histórico da física quântica, um dos grandes enigmas na ciência foi sobre tentar explicar o que é a luz? Huygens, deu sua contribuição dizendo que a luz era uma onda. Newton disse que era partícula, aí ficaríamos nesse impasse. Mas qual a diferença entre uma e outra? Bem onda, é uma oscilação, entre outras coisas onda só transporta energia e nunca matéria, por exemplo, você percebe que quando uma onda passa, na praia, ela nunca leva as folhas ou outras coisas, essas continuam no mesmo lugar. Uma onda também respeita certos fenômenos, como difração, reflexão e refração.  Então Thomas Young, realizou esperimentos no século XIX sobre a difração da luz. Aí a hipótese de Huygens foi ganhando força em oposição à de Newton. Entre várias outras coisas que aconteceram, então Maxwell, no século XIX, chegou em suas equações a mostrar que luz, era de fato uma onda, uma onda eletromagnética. Mas outro impasse, o efeito foto-elétrico, na qual a luz “arrancava” elétrons gerando uma corrente elétrica, no experimento feito por Hertz. Mas como conseguir explicar que uma onda faria isso? Daí começou a nascer a física quântica. Max Planck deu o primeiro chute, mostrando que emissões de energia em certas ocasiões eram quantizadas, ou seja tinham quantidades mínimas. Como por exemplo, a água mineral em garrafões, você só encontra garrafões de 20 litros, nunca 25, 31, ou outros valores. Então, por exemplo, um caminhão transportando esses garrafões, terá sempre um valor múltiplo de 20 como quantidade de água total. Alguns anos depois, Einstein postulou que a luz na verdade se comportava como partícula, com um mínimo de energia, isso é um quantum, ao qual ele chamou de quantum de luz. Depois vindo a se tornar fóton. Ou seja pequenos pacotes de luz, com energia sempre múltiplas de um valor mínimo E= \nu.h onde \nu é a frequência da onda e h é chamada de constante de Planck, uma constante fundamental da física quântica. Estava aí resolvido o problema da luz. Mas outro problema, como era a estrutura de um átomo, os modelos clássicos não eram suficientes para explicar o modelo atômico, sempre ficavam falhas, como no modelo de Rutherford, por o elétron estar girando, ele possui ao menos aceleração centrípeta e toda carga acelerada irradia (libera radiação, no caso eletromagnética), segundo bem previa o eletromagnetismo de Maxwell. Veio então o modelo de Bohr, que era o começo de um modelo quântico e surgiram outros, até o modelo de Heisenberg que era totalmente quântico.

Mas a pergunta, porque a física clássica não consegue responder esses problemas e outros? Bem toda teoria científica tem um limite de validade, veja não é prazo, é limite, i.e., ela só explica um número finito ede fenômemos, então para estudar o mundo atômico e subatômico era preciso de uma nova mecânica (teoria física), assim surgiu a mecânica quântica que é uma teoria que estuda o micro, átomos, partículas subatômicas sua estrutura entre outras coisas entre as quais a luz, pois esta é na verdade composta de fótons, como predisse Einstein. Bem a mecância quântica só vale nesse âmbito no nosso mundo, no que podemos ver, ou seja, no macro, a mecânica válida é a classica, para curtas distâncias e velocidades pequenas comaparadas com a da luz, porque se a velocidade for próxima à da luz, aí já precisamos de outra teoria, a da relatividade geral, então quando estamos no mundo “macroscópico” a física quântica deixa de valer. Então essas coisas como energia do corpo, regressão, poder da mente, entre tantas outras já fazem parte da filosofia oriental há anos. Mas agora, para conseguir mais adeptos, eles se valem dessas sutilezas, uando o nome da ciência e palavras contrárias, criando assim técnicas falaciosas para persuadir pessoas que não conhecem do que se trata. Então o cuidado é, isso é puro charlatanismo, veja o ponto não é o os costumes orientais, mas, sim, quando se usa o nome da ciência para tentar dizer o que a ciência não diz.

Inclusive, aqui no Recife haverá um encontro sobre saúde quântica, e um dos palestrantes será um camarada com formação física e tudo, Amit Goswani. O perigo está que Goswani quer tentar unir sua religião indiana à física, fazendo assim uma enorme confusão e confundindo também a mente das pessoas que muitas vezes estão realmente doentes e precisando de tratamento. O que pode ser até perigoso. :!:

Então para encerrar fica a dica, cuidado quando vir temas como energia quântica, cura quântica, saúde quântica, tao da física, isso nada mais é do que pseudociência da pura mesmo, apenas para tentar convencer as pessoas a acreditarem nas filosofias dos escritores e criadores dessas idéias :!: . Então se estiver precisando de algum tratamento, procure um médico de verdade. Afinal ninguém leva o carro quebrado a um arquiteto. ;)

Bem este é o último artigo da seção história da física. Por que depois dos gregos as contribuições foram se tornando esporádicas. Bem, depois de Alexandre da Macedônia, o próximo grande império foi o romano. Daí com o domínio da igreja católica, o conhecimento se tornou elitizado e quase que exclusivo dos monges e outros sacerdotes católicos. Valendo, a pena lembrar que no Ocidente, porque no Oriente não funcionava bem assim. Mas vamos nos ater ao Ocidente por enquanto.

No século XII com as Cruzadas as pessoas tiveram um contato com os árabes redescobrindo os trabalhos dos gregos em ciência e filosofia. Um notável estudioso dessa época foi Roger Bacon, que com ele houve o início do metódo científico, grande alavanca da física que estava por se desenvolver alguns séculos mais tarde. Ainda depois de Bacon, outras pessoas já se questionavam sobre as teorias de Aristóteles. Mas até antes de Galileu ninguém conseguira dar muitas respostas definitivas.

Com o século XV veio o Renascimento época do florescimento do saber na Europa, as pessoas passaram a questionar sobre assuntos e começaram a se tornar livres para pensar. Gutemberg também inventou a imprensa, ora os chineses já tinham o papel, mas o processo de Gutemberg foi de grande valia, pois tornara o processo de produção de livros mais rápido.

A partir do século XVI as descobertas científicas foram crescendo e já não eram mais esporádicas. Copérnico lançou a teoria do heliocentrismo, que foi iniciada por Aristarco de Samos (isso mesmo, um grego).

Daí em diante os trabalhos aumentaram e já passariam a existir grandes centros de estudos de astronomia pela Europa. No século XVII dois grandes astrônomos, um italiano e outro alemão, Galileo e Kepler respectivamente, passaram a falra e se utilizar do método científico, pondo fim então, ao método dos gregos de argumentar sem se preocupar com a comprovação experimental de suas idéias. Kepler estudou as órbitas dos planetas com dados coletados por seu mestre, Ticho Brahe. Galileo se dedicou aos estudos dos movimentos, formulou uma lei da inércia, entre tantos outros estudos.

Bem a seção de história da física termina aqui. Pois logo após Galileu, mais precisamente no ano de sua morte nascia Newton, então com Newton é que a física começa a tomar a forma como a conhecemos hoje, então cada post ficará dentro de sua área, começando com física clássica e mecânica. :arrow: :lol:

Ciência e filosofia com os gregos.

Os gregos deram uma imensa contribuição para a nossa cultura ocidental, desde filosofia e mesmo ciência,  seu modo de pensar, política, como por exemplo na invenção da democracia, ostracismo, que é uma forma de exílio, onde o indivíduo era exilado por 10 anos e também perdia seus direitos políticos por esse tempo. Mas voltemos à ciência.

Os gregos tiveram um papel importante, ficarei com os principais fatos. Por exemplo Leucipo e Demócrito foram os primeiros a defender que a matéria era discreta, ou seja, era formada por partes indivisíveis, as quais chamaram átomos, isso mesmo, esses filófosos que começaram com a idéia de átomos, daí vieram os elétrons, prótons e nêutrons e tudo aquilo mais que seu professor falou durante suas aulas de química e física. O detalhe é você lembra delas? Em um artigo mais oportuno falaremos sobre elas. :lol:

Mas porque eles surgiram com essa idéia? Bem,  os filósofos já gostavam de discorrer sobre o porque do Universo existir, entre tantos outros temas. Mas eles só discorriam, discutiam, defendiam seus pontos de vista e refutavam outros pontos, não estavam preocupados com a verificação de suas idéias, i.e., a comprovação experimental.  Assim também surgiu a idéia da matéria, com os quatro elementos, que faziam parte da constituição de tudo existente, são eles: Água, Ar, Fogo, Terra. Aristóteles, também filósofo grego, postulou a continuidade da matéria, ou seja, se você pudesse dividir a matéria em pedaços menores, essa divisão nunca acabaria. Mas, os atomistas, Leucipo e Demócrito, propuseram a idéia da matéria descontínua, i.e., discreta, sendo considerado os primeiros atomistas gregos. Suas proposições vieram no séc V a.C..  Demócrito, ainda propusera que, não era apenas matéria que compunha o Universo, ele acreditava que o vácuo era um não-ente, ou seja, ausência de matéria. Para ele tudo era feito de matéria e ausência de matéria. A matéria, para ele, era indivisível e indestrutível, logo, tudo sendo sempre uma combinação dos quatro elementos, por isso materias diferentes. Mas como Aristóteles tinha maior influência, seu modelo contínuo foi seguido, até o primeiro modelo atômico “moderno” com John Dalton. Dalton também tinha uma doença, hoje conhecida como daltonismo, justamente em menção à ele.

Outro grego que contribuiu muito à nossa ciência, foi Arquimedes de Siracusa, sem duvida, um grande gênio. Arquimedes nasceu em Siracusa, uma cidade-estado da Magna Grégia, por volta de 287 a.C. Seu pai era um astrônomo, Fídias, porém desconhecido até os dias de hoje. Em sua juventude estudou em Alexandria, um grande pólo cultural da época, foi aluno de Cólon, díscipulo de Euclides (criador da geometria euclidiana).  Suas contribuições foram das mais importantes, epor exemplo, um método para calcular π, razão entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro. Para não restar duvida, um cálculo simples:

Perímetro de uma circunferência:

P = A = 2πr

Diâmetro:

d = 2r

Dividindo o perímetro pelo diâmetro:

P/d= 2πr/2r = π

As outras contribuições de Arquimedes. Ele também realizou trabalhos em hidrostática, por exemplo, no seu “Tratado dos corpos flutuantes”, ele estabeleceu certas leis, fundamentais para o estudo da hidrostática. Foi desses trabalhos que surgiu a idéia de empuxo, ou impulsão. Detalhes interessantes sobre o empuxo. Imagine um corpo na água, submerso, que está em equilíbrio, imagine em equilíbrio estático, ou seja, o corpo não está se movendo. Bem, se ele não se move a acelerção resultante é nula, isto quer dizer também que a força resultante sobre ele é nula, mas como isso é possível? Existe o peso do objeto que o faz descer, se ele não está descendo, é porque há outra força equilibrando o peso, esta força é chamada empuxo. O centro de impulsão, ou centro de empuxo é o centro de gravidade do volume que corresponde à parte submersa do corpo.  Isto nos diz o seguinte, para um objeto flutuar, o peso de água deslocado pelo objeto, tem de ser maior que o próprio peso do objeto. Por isso os navios tem aquela forma oca, porque se fossem maciços…  ;) :cool:

Arquimedes também deu outras contribuições notáveis que podem ser encontradas facilmente em qualquer biografia dele pela internet.

Bem, tudo tem um começo. A física também tem. Neste artigo é contada a história do começo da física até chegarmos na física clássica, com Newton.

Antiguidade

A história da física remonta desde a antiguidade, quando nossos ancestrais começaram a discorrer e a tentar buscar explicações para os fenômenos que ocorriam ao seu redor, lembra physike, do grego natureza? De onde a palavra física surgiu, isso mesmo, tudo aqui é natural, então não precisa chamar o Sherlock Holmes. :wink: :mrgreen: Então, continuando, quando o homem passou a ver que objetos sem apoio caíam no chão, (e ainda caem :lol: , eita gravidade forte!), que objetos em ladeira geralmente desciam, a própria Terra, da Terra subentende-se nesse tempo tudo ao limite da visão, pois o homem não tinha conhecimento de todos os extremos do planeta como se tem hoje, dos corpos celestes; passou a surgir a física, numa camada bem mais filosófica do que como a conhecemos hoje.

Contribuição dos antigos povos

Então, vamos lembrar um pouco da aula de história agora, sem choros por favor. :mrgreen:

Vamos relembrar as sociedades do Antigo Oriente Próximo.

Oriente Próximo

Oriente Próximo

Comecemos com o Egito. Ao longo das margens do rio Nilo, está constituída, ainda hoje, uma das mais duradouras e exuberantes sociedades da história. O Egito Antigo foi um império prospéro, onde a ciência era valorizada. Principalmente a astronomia, bem estudar era coisa de rico, ou da alta sociedade. Mas onde a astronomia entra? O Faraó, como personificação dos deuses tinha o dever de “adivinhar” quando seriam as cheias do Nilo, bem lembrando que eles tinham um sistema moderno, na época, de diques e canais para melhor utilizar as águas do rio. Daí importância da astronomia, pois os homens tinham o céu de uma forma muito mística, pra eles estrelas eram deuses, por isso muitas constelações recebem o nome de deuses ou figuras mitológicas. Eles usavam fórmulas para medir superfícies, usavam muita geometria (para construir obras monumentais com pirâmides, só muito geometria mesmo, já que na época não tinha toda a tecnologia de hoje em dia). Utilizavam a soma, a subtração e a divisão, criaram um calendário solar, com um ano de 365, dividido em 12 meses de 30 dias cada, acrescidos de 5 dias festivos. Bem de acordo com o deus mais importante do folclore, originavam os calendários, já que geralmente os dias festivos aos deuses eram o começo de cada ano. No Egito o deus-sol Rá era muito importante, por isso um calendário solar.

Vamos ao próximo povo. Mesopotâmia, agora. O povo de maior importância, cientificamente, da terra entre rios, foram os babilônios, por isso ater-nos-emos a eles. Os babilônios começaram a se tornar sociedad em torno de 1900 a.C., também eram bastante religiosos. Por exemplo, é ligado a eles a construção da Torre de Babel, os jardins suspensos também foram obra deles. Mas vamos à ciência deles. Também com eles os principais eram astronomia e matemática. A Astronomia porque os céus eram muito venerados por eles, e a ciência também era ainda uma forma de religião, entender a vontade dos deuses. Mas suas contribuições foram bem válidas, por exemplo eles elaboraram as cartas astronômicas, estudaram a diferença entre estrelas e planetas e fixaram os doze signos do zodíaco. Zodíaco, porque significa caminho em grego, nada a ver com astrologia, por favor não vá confundir, hein?! :wink: Seu calendário era lunar. Já na matemática, elaboraram o conceito de que o mesmo algarismo pode ter valores diferentes de acordo com o lugar que ocupa no número.

Os fenícios também contribuíram muito, além de sua navegação avançada, eles dividiram o círculo trigonométrica em 360 partes iguais, isso mesmo eles começaram a falar de ângulos e daí surgiram os senos, cossenos e tangentes da vida que tanto te incomodam! :mrgreen:

Vamos aos gregos agora. Os caras queriam ser diferentes em tudo! :wink: A começar, não valorizavam tanto seus deuses, valorizavam mais o homem, por exemplo seus deuses não eram mais “seres” intangíveis por réles mortais, tinham comportamentos humanos, de vez em quando embriagavam-se e até entravam em outros tipos de passa-tempo da época. Isso foi importante para o desenvolvimento de sua cultura, pois aí eles se diferenciaram dos egípcios, desenvolvendo a filosofia e se prendendo a questões mais fundamentais.

Então vamos à ciência deles. (Continua…)

Física

13/09/2008

Este artigo é o primeiro de uma lista sobre física. Serão vários artigos explicando o que a física é, do que se trata, como fazer para ser um físico, o que um físico faz entre tantas outras questões.

Este primeiro será um explicação sobre a física em geral, com links para os artigos específicos sobre cadsa divisão e assunto.

Bem o que é física? Sabe, etimologia sempre ajuda. Física vem do grego physike, natureza. Por isto, física é o estudo da Natureza. Mas como? Qual natureza? Os componentes fundamentais do Universo e as leis que o regem. Veio da natureza porque é o estudo do mundo natural. Não natural do sentido comum, ou igual, mas do mundo ao nosso redor.

Física é química? Não, enquanto a química estuda mas as substâncias, a física e prende mais a matéria, apesar de que existem áreas, digamos, que se batem como a físico-química. No geral, nós, os físicos, estudamos os fenômenos físicos. Independente do tamanho, podendo ser de uma simples subpartícula até o Universo inteiro.

Então especificamente do que se trata a física? Então vamos aos ramos da física. :wink:

Muito bem, Isaac Newton fundou a física clássica que trata de corpos a baixas velocidades, i.e. v<<c, com massa considerável, maior que a de um hádron. Depois Einstein viu que a teoria de Newton tinha alguns espaçoes em branco e não conseguia explicar certas coisas, como corpos se movendo a velocidade altas, v~c, mas também não explicava se algum corpo chegava à velocidade da luz e como usto funcionava. Daí surgiu a física relativística. Mas nenhuma dessas duas teorias conseguiam explicar fenômenos a níveis atômicos e menores, como a radiação do corpo negro, o modelo atômico entre outros, daí surgiu a física quântica, que trata em quase sua totalidade do mundo microscópico, a despeito de alguns exemplos macro, como a superfluidez.

Quanto as áreas a física tem a seguinte divisão:

Mecânica:

  • Cinemática
  • Dinâmica
  • Estática
  • Hidrostática
  • Hidrodinâmica
  • Aerostática
  • Aerodinâmica

Termologia:

  • Termodinâmica
  • Calorimetria

Ondulatória

Acústica

Óptica

Eletromagnetismo

  • Magnetismo
  • Eletricidade
  • Supercondutores, física dos

Física Moderna

  • Relatividade:
  • Relatividade restrita
  • Relatividade geral
  • Física de partículas:
  • Física subatômica
  • Física atômica
  • Física molecular
  • Física nuclear
  • Mecânica quântica
  • Mecânica Estatística :cool:

Bem, esse artigo para por aqui, mas a física não. :lol: Por isso logo terão mais artigos e os específicos de cada tema abordado aqui.

Bem, já que o dito cujo entrou em funcionamento e muito sensasionalismo tem-se dito a respeito, resolvi esclarecer boa parte das duvidas que rondam o assunto. 

Pra começar, o que é o LHC? LHC vem de Large Hadron Collider, ou grande colisor de hádrons. É o maior acelerador de partículas do mundo. Mas então o que é hádron e o que é um acelerador de partículas? Então vamos abrir um adendo antes de falar do dito cujo. :wink:

Hádrons: O mundo das partículas é dividido em várias partes, com várias classificações. O hádron (do grego “hádros” forte) é uma partícula composta por fermíons chamados quarks. Componentes básicos de partículas como prótons e neutrons, logo estes são os hádrons mais famosos. Ainda vou escrever um artigo sobre física de partículas, então todas essas partículas serão links que cairão diretamente no artigo de mesmo nome. Por enquanto a gente para por aqui, para não perder o fio da meada! :cool:
Acelerador de partículas: Um acelerador de partívulas é uma máquina que usa campos elétricos para propelir partículas carregadas eletricamente, íons, para altas velocidades e contê-las para estudo. Se você ainda tem uma TV velha em casa, saiba que sua TVzinha tem um tubo de imagem, chamado de canhão de elétrons e outros nomes que é um tipo de acelerador, isso mesmo enquanto você assistia Bob Esponja, sua TV estava exercitando física de partículas experimental, para você ver o calça quadrada importunar o pobre Lula Molusco!

Agora vamos ao bingo.

LHC: Pois é, ele é o maior da categoria. Feito para colidir prótons com alta energia cinética. Assim será explorado o Modelo Padrão, o Modelo que explica o “dia-a-dia” das partículas. Até agora é esperado que o LHC também dê alguma pista, ou até prove a existência do Bóson de Higgs, a partícula que explica como as outras partículs elementares adquiriram massa.

Alguns dados sobre o LHC, ele foi desenvolvido pelo CERN (Centro Europeu para Pesquisa Nuclear, só quem em francês), aos arredores de Genebra. Entrou em trabalho dia 10 do corrente mês, setembro.

Bem, sobre os dados que serão coletados, demora um pouco, como no caso do Hubble, então os dados, digamos, “certeiros” ainda demorarão um tempinho para sair. Mas é isso, enquanto não a gente vai esperando.

Vamos as duvidas agora:

Os cientistas Walter Wagner e Luiz Sancho acreditam que este equipamento pode provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas, como um BN que acabaria por destruir a Terra. Para tanto, corre um processo num tribunal do Havaí tentando impedir a experiência, até que haja uma total comprovação de que não haja riscos. Outros acusam o CERN de não ter realizado os estudos de impacto ambiental necessários. No entanto, apesar das alegações de uma suposta criação de um BN, o que de fato poderia ocorrer seria a formação de strange quarks, possibilitando uma reação em cadeia e gerando a matéria estranha; esta possui a característica de converter a matéria ordinária em matéria estranha, logo gerando uma reação em cadeia na qual todo o planeta seria transformado em uma espécie de matéria estranha. :shock:

Viagem não? Quem vê assim, pensa que ciência é brincadeira. Ciência é feita com muita seriedade e sempre são feitos testes antes. Logo, mesmo que fosse criado um BN (buraco negro) no LHC ele teria um tamanho, digamos, menor que um grão de areia umas milhões de vezes. Além do que, seu tempo de vida seria 10^(-27) segundos, pois como é um BN, emitiria radiação e se desintegraria. Mas, será que pode durar mais tempo? Não, não pode. Esses BNs já ocorrem na Natureza, são chamados de miniBNs, quem começou com o trabalho sobre miniBNs foi o Stephen Hawking. Mas ele pode engolir algo durante esse tempo? Não, não pode, o campo gravitacional é proporcional à massa do corpo, com uma massa de quase zero, você tem um campo tendendo a zero, logo não oferece o menor risco, então não precisa ter medo.

Supondo que ele, de gaiato, ainda continuasse estável, representaria, então um risco? Nada! Esse buraco negro teria sido criado à velocidade da luz (300 mil km por segundo) e continuaria a passear neste ritmo se não desaparecesse. Em menos de 1 segundo ele atravessaria as paredes do LHC e se afastaria em direção ao espaço. A única maneira de ele permanecer na Terra é se sua velocidade for diminuída a 15 km por segundo. E, supondo que isto ocorresse, ele iria para o centro da Terra, devido à gravidade, mas continuaria não sendo ameaçador. Para representar perigo, seria preciso que ele adquirisse massa, mas com o tamanho de um próton, ele passaria pela Terra sem colidir com outra partícula (não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio), e ele só encontraria um próton para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Para chegar a ter 1 miligrama, seria preciso mais tempo do que a idade atual do universo.

Pois é, por enquanto é tudo.

Higgs

Higgs

PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.

Apenas retiro alguns que são mais voltados à física teórica, do blog http://chivononpo.blogspot.com/do tradutor João Carlos, i.e., eu apenas repasso, ele é quem traduz. Os links completos geralmente estão na comunidade Física do orkut. Os mais interessados poderão abrir os links e dar uma olhada mais completa.

Eis o artigo:

O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 778, de 26 de maio de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi

PHYSICS NEWS UPDATE

O ALEIJADO SISTEMA SOLAR. Tendo viajado muito além dos planetas em sua viagem de 28 anos e meio, as duas espaçonaves Voyager vêm fornecendo novas informações sobre a Heliosfera, a bolha em forma de légrima que separa o sistema solar do espaço interestelar. Na Assembléia Conjunta, nesta semana em Baltimore, da União Geofísica Americana (American Geophysical Union – AGU), Ed Stone da Caltech relatou que a heliosfera é deformada, de acordo com as observações das Voyager, com a borda arredondada da lágrima protuberante no topo (o hemisfério Norte do Sistema Solar) e achatado no fundo (o hemisféio Sul). (Figuras e filmes aqui). Como explicou Rob Decker do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, a assimetria se deve a um campo magnético oriundo do espaço interestelar que pressiona o hemisfério Sul. O campo tem a intensidade de cerca de 1/100.000 do campo da Terra, mas seu efeito pode ser sentido por bilhões de milhas, uma vez que atua em uma grande área sobre o gás extremamente diluído nas bordas do Sistema Solar. O campo interestelar achata até uma importante zona esférica dentro da heliosfera, chamada o choque de terminação. De forma análoga ao círculo que se forma quando a água se despeja sobre uma pia, o choque de terminação representa a fronteira na qual o veloz vento solar (a corrente de gás carregado emitido pelo Sol) freia abruptamente e se acumula. As medições da Voyager 2 indicam que a parte Sul da esfera de terminação podem estar um bilhão de milhas mais próxima do Sol do que a parte Norte. Além disso, as forças dos ventos solares fazem com que o choque de terminação “inspire e expire” em cerca de cada doze anos. A Voyager 1 já passou além do choque de terminação, para o heliofólio, a região onde o vento solar e os gases interestelares se misturam. Assim, de certa forma, o final do Sistema Solar não é claramente definido. Stone estima que podem se passar outros 10 anos (3 a 4 bilhões de milhas) antes que as duas astronaves passem pela heliopausa (a fronteira mais externa da heliosfera) e entrem no espaço puramente interestelar. As espaçonaves ainda têm energia disponível para cerca de mais 15 anos. (Sessão SH02 na Assembléia; ver http://www.agu.org/meetings/ja06/?content=search)

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Eis o quarto artigo:

O Boletim de Notícias da Física do Instituto Americano de Física, número 775 de 26 de abril de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein, e Davide Castelvecchi

À PROCURA DE UMA BRECHA NO UNIVERSO, na forma de um campo muito fraco, percolando o Cosmos, um que exerça uma força sobre o spin do elétron, que seria o equivalente ao fim da invariância de Lorentz. A invariância de Lorentz é a proposição que declara que as leis da física são as mesmas para um observador em repouso sobre a Terra, ou para um que sofra um rotação de qualquer ângulo, ou ainda que esteja se deslocando a uma velocidade constante com relação ao observador em repouso. Um ingrediente importante na Teoria da Relatividade Especial, a invariância de Lorentz foi confirmada por diversos experimentos. Um novo experimento foi realizado na Universidade de Washington procurou por um tal campo anômalo e não conseguiu encontrá-lo, sequer em uma escala de energia da ordem de 10-21 eV. Este é o experimento de maior acurácia já conduzido até agora (100 vezes mais preciso que o anteiror) sobre efeitos que poderiam violar a invariância de Lorentz, envolvendo elétrons. O trabalho de Washington, relatado, nesta semana, no encontro de Abril da Sociedade Americana de Física (APS) em Dallas por Claire Cramer, faz parte de uma corrente bateria de testes, realizado com uma aparelhagem, flexível e sofisticada, de balança de torção. No caso presente, monta-se um pêndulo com blocos cujo magnetismo se origina tanto do movimento orbital de um elétron em torno do núcleo, como do spin intrínseco do próprio elétron. Mediante a cuidadosa escolha e disposição dos blocos, pode-se criar um dispositivo que tenha magnetização nula, mas ainda tenha um spin eletrônico total diferente de zero. Cramer se refere a essa condição como um “dipolo de spin”, análogo ao caso de um dipolo elétrico, um objeto com carga total zero, mas que, por causa de uma assimetria na disposição das cargas positiva e negativa, tem um campo elétrico definido. A existência de uma força com uma direção preferencial, violando a invariância de Lorentz, relacionada ao spin do elétron, teria aparecido na forma de um pequeno desvio na rotação do pêndulo. Conclusão: qualquer campo quase-magnético dessa natureza terá que ter uma intensidade menor do que um femtogauss. Na reunião da APS, Eric Adelberger, chefe do grupo de Washington, fez um sumário de outros esforços em andamento em seu departamento, tais como a procura por indícios da existência de outras dimensões extra, na forma de divergências com a gravidade newtoniana (por exemplo, da razão inversa do quadrado da distância) em uma escala de dezenas de microns. De fato, ele declarou que alguma coisa estranha está acontecendo na escala de cerca de 70 microns, mas admitiu que a explicação mais provável seja uma imprecisão intrínseca do experimento.

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Apenas retiro alguns que são mais voltados à física teórica, do blog http://chivononpo.blogspot.com/do tradutor João Carlos, i.e., eu apenas repasso, ele é quem traduz. Os links completos geralmente estão na comunidade Física do orkut. Os mais interessados poderão abrir os links e dar uma olhada mais completa.

Eis o terceiro artigo:

O Boletim de Notícias de Física do American Institute os Physics, número 774, de 19 de abril de 2006, por Phillip F. Schewe, Ben Stein e Davide Castelvecchi

INDÍCIOS DE UMA MUDANÇA NA RAZÃO DAS MASSAS ENTRE PRÓTON E ELÉTRON apareceram em comparações entre o espectro do Hidrogênio gasoso, medidas em laboratório e o espectro de luz que vem de nuvens de Hidrogênio na distância de quasares. Este é outro teste acerca das, assim chamadas, constantes físicas que podem não ser absolutamente constantes. Por exemplo, a constância da Constante da Estrutura Fina (representada pela letra alfa), definida como o quadrado da carga do elétron, dividido pela velocidade da luz vezes a constante de Planck, vem sendo objeto de discussão (ver http://www.aip.org/pnu/1999/split/pnu410-1.htm ). Alguns testes mostram que ela está mudando, outros dizem que não. Isto é uma questão importante, uma vez que alfa estabelece a intensidade geral da força eletromagnética, a força que une os átomos. Similarmente, a razão entre as massas do próton e do elétron (representado pela letra mu) é importante no estabelecimento da escala da Força Nuclear Forte. Até agora, não existe uma explicação do porque a massa do próton deva ser 1.836 vezes a do elétron. Esta nova pesquisa, em busca de um valor variável de mu foi realizada por Wim Ubachs da Vrije Universiteit Amsterdam. Ele e seus colegas abordaram a tarefa, examinando o Hidrogênio gasoso em laboratório, realizando uma espectrocopia de ultra-alta definição na faixa quase inacessível do extremo-ultravioleta. Esses dados são comparados com precisas observações de espectros de absorção de Hidrogênio distante (que absorve a luz de quasares ainda mais distantes), realizadas pelo Observatório Europeu do Sul (European Southern Observatory – ESO) no Chile. O Hidrogênio astronômico é, essencialmente, Hidrogênio, tal como ele era a 12 bilhões de anos atrás, de forma que se pode procurar indícios de um valor mutante para mu. Por que a comparação? Porque a posição de uma linha espectral, em particular, depende do valor de mu; localize uma linha espectral precisamente (isto é, seu comprimento de onda) e você pode inferir um valor para mu. Dessa forma, os pesquisadores informam que eles observaram indícios de que mu diminuiu em 0,002% nesses 12 bilhões de anos. De acordo com Ubachs (www.nat.vu.nl/~wimu ), a precisão estatística de sua comparação espectroscópica está no nível 3,5 do padrão de desvios. (Reinhold et al., Physical Review Letters, 21 de Abril de 2006, website em www.nat.vu.nl/~laser)

PHYSICS NEWS UPDATE é um resumo de notícias sobre física que aparecem em convenções de física, publicações de física e outras fontes de notícias. É fornecida de graça, como um meio de disseminar informações acerca da física e dos físicos. Por isso, sinta-se à vontade para publicá-la, se quiser, onde outros possam ler, desde que conceda o crédito ao AIP (American Institute of Physics = Instituto Americano de Física). O boletim Physics News Update é publicado, mais ou menos, uma vez por semana.

Apenas retiro alguns que são mais voltados à física teórica, do blog http://chivononpo.blogspot.com/do tradutor João Carlos, i.e., eu apenas repasso, ele é quem traduz. Os links completos geralmente estão na comunidade Física do orkut. Os mais interessados poderão abrir os links e dar uma olhada mais completa.

Eis o segundo artigo:

Boletim de Notícias de Física do Instituto Americano de Física n° 773, de 12 de abril de 2006 por Phillip F. Schewe, Ben Stein e Davide Castelvecchi

NANO-TERREMOTOS: ONDAS ACÚSTICAS EXCITAM MOLÉCULAS ARTIFICIAIS. Absorvendo fótons de um laser, um átomo pode ser excitado até qualquer um dos níveis discretos de energia permitidos pela mecânica quântica. E quanto a átomos artificiais? Um “ponto quântico” (quantum dot), criado pelos mesmos processos litográficos usados para fazer chips eletrônicos, é quase que uma zona adimensional de material semicondutor; tal como elétrons dentro de átomos, todos os elétrons dentro do confinamento do “ponto quântico” terão apenas um menu restrito de energias permitidas. O mesmo é verdade para um par de “pontos quânticos” com 200 nm de separação; com a aplicação da voltagem estritamente necessária, os elétrons podem passar, por efeito de túnel, de um “ponto” para outro. De fato, um elétron, considerado como um fenômeno quântico ondular com uma determinada amplitude, pode ser considerado como “residente” em ambos os “pontos” ao mesmo tempo, uma propriedade que torna a “molécula de pontos quânticos” potencialmente útil para realizar operações de computação quântica. Agora, um grupo de cientistas foi capaz de sondar, e modificar, os estados de energia quânticos de um par de “pontos quânticos” com ondas de som, ou, mais particularmente, ondas acústicas superficiais, excitadas no substrato que apoia os “pontos”. As ondas acústicas, com uma amplitude de menos de 1 nm, que ondulam através da superfície por distâncias tão longas como centenas de mícrons, tal como um nano-terremoto, são criadas através do processo da piezoeletricidade; uma pequena voltagem é enviada através de minúsculos eletrodos pintados na superfície. Isto excita as fracas ondas acústicas (ver figura em http://www.aip.org/png/2006/259.htm ). O processo de interação acústico-puntual, intermediado pelas delicadas interações entre elétrons e fônons, pode ser posto a funcionar em ambas as direções: os “pontos quânticos” podem ser usados para monitorar as ondas acústicas (as quais, por causa de sua pequena energia, são, do outra forma, difíceis de detectar), ou as ondas acústicas podem ser usadas para conhecer o estado eletrônico dos “pontos”, o que torna possíveis as acima mencionadas aplicações em informação-quântica. Os pesquisadores envolvidos trabalham na Universidade de Twente e na Universidade de Tecnologia Delft (Holanda), NTT Corporation, Instituto de Tecnologia de Tóquio e Universidade de Tóquio (Japão) e na Universidade Jilin (China). (Naber et al., Physical Review Letters, de 7 de Abril de 2006).